sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sobre rolos de ar

e essa(s) entrelinha(s) me mata
me suga e me devora...
me surpreende, me acalma
e como quase sempre me ignora

e ao mesmo tempo que tudo é dito,
ela continua ali,
permanece assim...
quietinha,
calada,
fazendo de conta que não existe
e que tudo não passa de meros palpites

então vai se enrolando...

como se fosse um rolo de ar . . .



*e eu páro,

sem dúvida alguma respiro,


só não consigo assoprar...


domingo, 27 de novembro de 2011

Sobre um sobrar

bom dia,
boa noite de domingo!


*simplesmente assim

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sobre a ironia [e a falta dela]

e aquela maldita borboleta
ficou presa no meu esôfago!







*kkkkkkkkkkkkkkkkk

aaaah como eu estou de bom humor!


=D

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sobre o gosto da cereja

então veio
como não se pode
como não se deve vir

e eu me vejo
num vale encantado
querendo sorrir

então me diga
como parar a chuva
e esconder o sol

e eu entrego
que o gosto da cereja
pode não ser um só...

*e ele insiste em não mudar!!!!!

Sobre uma foto

o reflexo borrado que se forma na água,
é apenas o retrato de uma realidade que não queremos enxergar...



*e mesmo assim eu continuo jogando tinta
para depois fazer uma fotografia
e quem sabe um dia, talvez revelar...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

sobre um café da manhã

hj acordei abraçada com aquele aperto que me faz ouvir cada batida do meu coração...


enquanto isso,
o outro lado não hesita
e passa manteiga no pão..

domingo, 3 de julho de 2011

sobre os vasos de flores

quem foi que disse
que não era mais pra ser ?

(s)e o que foi dito
eu ja tentei esquecer

depois de dias
tentando acordar de mil maneiras
eu vou deixando os dias me levarem

*e um dia elas simplesmente
morrem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

sobre a bicoloridade

preto e branco
são referenciais que eu já perdi faz tempo.
muito tempo.

então eu respiro...
para que as cores voltem a colorir.

*qual o nome do que está entre
a razão e a emoção?

domingo, 24 de abril de 2011

sobre tempos perdidos

saudade de quando a saudade tinha um quando...



*espero que o cansaço que se desenha no olhar,
possa esperar um pouco mais...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

sobre quem me tem

e ela fala por mim de uma forma tão delicada e sincera,
que as vezes até eu me assusto com o seu poder...


*então eu me entrego...

terça-feira, 19 de abril de 2011

sobre o que a gente não vê

enquanto eu conversava com cada dia
os anos foram me abraçando
e depois eu percebi que cada segundo
construia um momento diferente
fazendo com que no final de cada hora
eu só quisesse voltar

*e a gente só se dá conta disso
quando os dias não existem mais

domingo, 17 de abril de 2011

sobre o céu

por mais que meu último abraço
seja de um tempo que se perdeu no próprio passar

eu não quero desistir
de sentir a leveza do seu ar
atravessando os meus pulmões

*eu preciso ter um último passo,
antes que o céu decida se abrir...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

sobre um sopro

e ontem me sopraram aos ouvidos
com pitadas de estrelas e um pouco de algodão
que coisas estão por vir
e que balões podem estourar
...



*só esqueceram de dizer se era por falta de ar
ou por pura falta do que fazer!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

sobre uma das chaves

ok!
nove a zero para esse sentimentalismo acutíssimo
que quase sempre toma conta do pequeno saber momentâneo e talvez até moralista
de quem não tem a menor possibilidade de ir contra toda essa falta de ar

e ao entrar,
por favor, deixe a chave onde ela está...

*e a minha razão também (três pontinhos)

terça-feira, 5 de abril de 2011

sobre uma das portas

só me diga que ao menos uma vez
tudo não passou de uma impressão pré combinada
com toda teoria agonizante
do modo como vivemos

e ao sair
por favor, coloque a porta no lugar...


*...e o meu coração também (pontofinal)

quarta-feira, 30 de março de 2011

sobre minhas quatro paredes

meu doce
meu erro
meu sorriso
e meu desejo

*e todas elas seguram o meu medo
e lhe vigia também

quinta-feira, 24 de março de 2011

sobre a aparência

perder algo tão importante,
talvez tenha me deixado com um gosto amargo na boca
e aparentemente uma pedra de gelo no buraco do meu peito.

*vamos ver até quando isso vai
**quem dá mais?

quarta-feira, 23 de março de 2011

sobre um irmão

você é o meu sorriso
o meu ar
e cada momento de todos os "agora"

você foi o meu suspiro
o meu "chão"
e cada segundo das minhas horas

*...e então o meu relógio parou

sexta-feira, 18 de março de 2011

sobre o agora

é de tamanha grandeza
o poder do sentir,
que até mesmo o ultimo grão
provoca sensações de extrema leveza


*eu abri a janela e agora não quero fechar...

sobre o dia que não era pra ser

hoje a simplicidade sorriu pra mim
e me levou as palavras...


*mas esqueceu a falta de ar
=)

quinta-feira, 17 de março de 2011

sobre um pensamento totalmente anacolútico

amanhã podia ser outro dia!

*mas nunca será...

quarta-feira, 16 de março de 2011

sobre quem sempre está comigo

coisas simples
podem não ser
e atos sinceros
nunca deixaram de existir

mas a chuva sempre veio
na hora de ir embora

e no momento de encostar um coração no outro...
é o vento que me abraça.

*e eu sorrio,
pq essa é a única arma que tenho...
=)

terça-feira, 15 de março de 2011

sobre um momento indescritível

não são 6 horas,
mas aviso que
a fotografia
segue caminhos
ao norte...

*oye


segunda-feira, 7 de março de 2011

sobre um dos números

"eu aprendi a perdoar
e a pedir perdão

e então...
vinte e nove anjos me saudaram

e tive vinte e nove amigos outra vez."

*decidi começar a viver...

sobre os pensamentos

enquanto eles se perdem...

a pele arrepia-se,
esperando um toque para se esquentar...

depois que eles se encontram...

o corpo desperta-se,
esperando um arrepio para se desmanchar...


*e agora... nem precisam mais existir

sábado, 5 de março de 2011

sobre o que ninguém gosta

e pra fazer a coisa certa,
precisei de uma errada primeiro...


*isso me torna uma gota perante o mar...

Sobre jogos

resta um...

*a minha sorte é que nunca gostei deles.

quarta-feira, 2 de março de 2011

sobre a volta de um outro começo

e quando não é o tempo...
é a chuva...
que se transforma em vento
para impedir o ponteiro de chegar

*então a gente pára...
respira...
e assopra.

(re)ativando

e depois de muito tempo... volto aqui!
não sei se por coincidencia,

ou pela normalidade dessa "coisa" que sempre me traz de volta...

o hiperbolismo anacolútico!


e deixo inicialmente uma canção...


...até logo...


o "sempre" assusta,

mas machuca também...


a gente nunca sabe como,

e muito menos quando,

a hora certa de se dizer adeus a alguem.

só que quase todas às vezes

falamos isso tarde de mais,

quando não podemos ouvir a resposta.

quando só podemos ler os jornais.



não sei, mas assusta...

pq? pq machuca.


falar dessas coisas estranhas

que torna tão fraco aquele que as usam


então, falamos "até logo",
que é uma forma mais carinhosa

de se dizer aquilo que tanto dói

e que quase ninguém gosta.



não sabemos o quanto durará esse "pra sempre",

se ele é curto ou se será como dizem... eternamente.


por causa disso,

cada vez mais acredito na eternidade...
do tempo... da dor... e da saudade.